Como operar no mercado futuro: estratégias de ataque e defesa
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Como operar no mercado futuro: estratégias de ataque e defesa

Todo bom treinador de futebol, e de diversos outros esportes, sabe que o equilíbrio entre o ataque e a defesa é fundamental para alcançar os melhores resultados. Não, calma, você não está em um Blog de esportes. Esse paralelo é importante para que você entenda que investir na Bolsa não é muito diferente. Podemos dizer, inclusive, que um bom investidor também sabe a hora de atacar e se defender. Para isso, é preciso conhecer as variantes do mercado financeiro, as opções de aplicação e as estratégias efetivas para cada momento, seja na hora de atacar, ou defender e proteger seu patrimônio, o famoso hedge. Por isso, nesse texto iremos falar sobre como operar no mercado futuro: estratégias de ataque e defesa, essencial para uma carteira vencedora.

Afinal, o que é mercado futuro?

Mercado futuro é mais uma frente de investimento em Derivativos na Bolsa de Valores, em que o investidor pode comprar ativos que terão seus vencimentos em datas futuras, tendo como intenção principal se proteger (hedge), ou aproveitar as oscilações do mercado, pensando em um possível movimento de mercado. Ambas estratégias têm um viés especulativo, afinal, até hoje não conhecemos ninguém que pudesse prever o que vem por aí. Porém, se o estudo for feito de forma consciente, é possível manter uma boa taxa de previsibilidades.

Mas o que são derivativos?

O próprio nome deixa tudo muito claro: derivativos derivam de algo. Pegando como exemplo alguns dos contratos futuros com maior número de negociações diárias: os minicontratos de índice IBOV e os minicontratos de Dólar, derivam, respectivamente, do preço das ações que compõem o índice Bovespa, ou da variação do Dólar. Esse tipo de investimento vai estar sempre atrelado a um ativo de origem.

Conhecendo os contratos futuros cheios e os minicontratos futuros

Os contratos futuros podem estar atrelados a índices e moedas, mas também podem derivar de produtos, por exemplo. Reforçando o que foi dito, os mais comuns são os contratos do índice IBOV e do Dólar, sendo divididos em subcategorias que vão do contrato cheio, ao minicontrato (existem algumas outras subvariações como micro S&P500, porém vamos manter o foco nesses dois por enquanto).

A principal diferença entre eles é que o contrato futuro cheio é uma frente de investimento pouco acessível para muitos investidores, pelo valor de entrada necessário. Por isso, em 2011, foram criados os minicontratos: uma forma bem mais tangível de se investir nesse tipo de ativo.    

Quanto vale um contrato futuro cheio?

Mas será que é preciso aportar tanto assim para os contratos cheios? Se pegarmos, por exemplo, um contrato cheio atrelado ao Dólar (DOL), você teria que desembolsar US$50 mil (é preciso levar em consideração o valor do Dólar no momento que você estiver lendo este texto, perceba que estamos falando de Dólares). Quer mais? O mínimo que se pode operar nessa modalidade é com 5 contratos, ou seja, teria que desembolsar US$250 para a compra desse ativo.

O contrato cheio para índices (IND) também segue a mesma linha, sendo que cada contrato vale R$100 mil (tomando como base o índice Bovespa a 100 mil pontos), e o lote padrão também é de cinco contratos – falaremos mais sobre isso no próximo tópico. Perceba que a principal diferença aqui é que o índice é mensurado em pontos, já a moeda segue o seu valor de mercado.

Minicontratos de índice e Dólar

Os minicontratos derivam desses contratos cheios, nada mais são que frações deles. Sendo que os minicontratos predominantes no mercado também são os minicontratos de Dólar (WDO) e os Minicontratos de índice (WIN). Basicamente, um deles está atrelado às variações da moeda estrangeira, e o outro atrelado ao índice Bovespa.

Para exemplificar, e ratificando o que foi dito anteriormente, os contratos futuros, diferentemente das Ações, que têm as suas variações atreladas ao preço, são margeados em pontos, em que, cada ponto é equivalente a R$1. Então, se a Bolsa, considerando o exemplo anterior, está no patamar de 100 mil pontos no momento em que você estiver lendo esse texto (valor demonstrativo), você teria que desembolsar R$ 500 mil para investir em um lote padrão de contrato cheio de Ibovespa (mínimo aceitável).

Diferença entre contrato cheio e minicontrato?

Como dito anteriormente, os minicontratos vieram como uma forma de aproximar essa modalidade de investimento a investidores comuns. A grande diferença está no valor que o investidor precisa disponibilizar para começar a investir em contratos futuros.

A partir desse momento iremos utilizar o minicontrato futuro do Ibovespa como forma de exemplificar. Como dito no último tópico, cada ponto de um contrato cheio equivale a R$1, já no minicontrato de índice, leva-se em consideração 20% desse valor, ou seja, se cada ponto vale R$1 no contrato padrão, no minicontrato, cada ponto vale R$0,20.  Outro ponto que vale a consideração é que o lote mínimo para se investir em minicontrato de índice é de 1, bem diferente dos 5 dos contratos cheios.

Nesse momento você deve estar se perguntando: “melhorou bastante, mas fiz minhas contas rápidas aqui e percebi que, levando em consideração os 100 mil pontos da Bolsa, vou ter que investir R$20 mil, cá entre nós, não é um valor tão baixo assim.”

Sim, tem toda razão, mas para investir no mercado futuro (tanto em contratos cheios, como em minicontratos) com a MyCAP você não precisa levar em consideração o valor completo. Para operar na modalidade é preciso ter disponível em conta uma margem de segurança para as operações, de acordo com os valores abaixo, tomando como base 1 (um) contrato:

tabela-margem-garantia-contrato-futuro-mycap

Confira as regras completas para se investir em futuros

Prazo de vencimento no mercado futuro

Os contratos futuros têm a liquidez diária, sendo possível encerrar a sua posição durante o pregão, porém, ainda assim, possuem uma data de vencimento. Ficou confuso? Pois é, a informação pode parecer ter duplo sentido, mas na verdade ambas as opções são válidas, afinal, não encerrar a sua posição em determinado dia não significa que você ficará com os contratos para sempre. Eles têm um prazo de vencimento preestabelecido no momento da compra, respeitando os seguintes critérios:

Contrato futuro de índice e minicontrato futuro de índice

•Vencimento somente em meses pares
•Na quarta-feira mais próxima do dia 15 de relativo mês

E os meses de vencimento seguem o seguinte padrão:

tabela-vencimento-contrato-futuro-indice

Contrato futuro de Dólar e minicontrato futuro de Dólar

•Vencimento em todos os meses do ano
•Primeiro dia útil de cada mês

tabela-vencimento-contrato-futuro-dolar

As características de cada ativo são facilmente identificadas diretamente em seu código de negociação, e vale todos, de acordo com o exemplo abaixo:

codigo-negociacao-mercado-futuro

Você já ouviu falar em RLP para o mercado futuro?

Se você não sabe o que é RLP, a gente te explica: o RLP nada mais é que um sistema disponibilizado pela B3, adotado por algumas corretoras e bancos, que tem o intuito de gerar liquidez para seus investimentos. Este artifício foi adotado, inicialmente, apenas para operações em minicontratos futuros. Ou seja, com o RLP ativo você tem uma maior garantia de execução de ordem pagando a melhor oferta do Book.

E o melhor: ativando o RLP com a MyCAP você não paga corretagem para suas operações em minicontratos futuros, tanto em mini índice quanto em mini dólar e micro S&P*.

*Aqui na MyCAP você investe em contratos cheios e minicontratos do IBOV e Dólar, mas também tem a possibilidade de investir em futuro de S&P500 e micro S&P500.

Quer saber mais? Clique aqui

Exemplo de estratégia para operações em minicontratos futuros

Neste exemplo iremos explorar uma “tática” muito utilizada no mercado: o hedge com contratos futuros de Ibovespa. O hedge é feito quando o investidor deseja proteger-se de flutuações nos preços das ações de sua carteira, esperando uma queda no valor dos ativos, e tem como função principal minimizar o risco. A operação então consiste em tomar uma posição no mercado futuro oposta à tomada no mercado à vista.

Portanto, caso possua uma carteira de ações e queira se proteger de uma eventual baixa do mercado, o investidor deve vender contratos de Ibovespa futuro. Para isso, é necessário se obter o número de contratos futuros a serem vendidos e a sua relação com a carteira possuída, o que envolve a estimativa do beta da carteira, que mede seu risco sistemático (ou não diversificável).

Estratégia na prática

Após o cálculo do beta da carteira, pode-se obter o número de contratos futuros a serem vendidos para se efetuar o hedge pela seguinte fórmula:

N = [VC / (VI x M)] x B}
N – número de contratos futuros
VC – valor da carteira
VI – valor do índice à vista
M – valor em reais de cada ponto do índice
B – beta da carteira

Outra opção “tática” para a utilização do Ibovespa futuro, para os mais arrojados, é a compra (ou venda) especulativa de contrato futuro. Caso tenha expectativa de que o mercado subirá, pode comprar Ibovespa futuro. Por outro lado, se expectativa for de queda das ações, pode-se vender Ibovespa futuro.

Gostou desse artigo sobre como operar no mercado futuro: estratégias de ataque e defesa? Quer conhecer outras modalidades para seus investimentos, além de informações relevantes sobre o mercado financeiro? Não deixe de acessar regularmente o nosso Blog!

Saiba mais:
Beta – é uma medida de risco de um ativo, que mede a sensibilidade do ativo em relação a determinado índice. Ex.: Se uma ação se comporta exatamente como o Ibovespa, dizemos que ela tem beta=1. Se a ação variar mais que o Ibovespa, mas no mesmo sentido, ela terá beta>1 (beta maior do que um). Se variar menos, mantendo o mesmo sentido, o beta será menor do que um (beta < 1). O beta de uma carteira é então uma média ponderada dos betas dos ativos que a compõem.

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