Vale a pena investir em previdência privada?

Vale a pena investir em previdência privada?

A previdência privada é uma alternativa para quem tem objetivos de longo prazo, como a construção de uma reserva financeira para a aposentadoria ou mesmo a elaboração de um planejamento sucessório. 

Ela possui diferentes tipos de planos, como os fechados e abertos, VGBL e PGBL, além de variadas maneiras para investir e resgatar o saldo acumulado. Portanto, é preciso conhecer a previdência privada no detalhe para escolher a que melhor atende suas necessidades.

Se você está se planejando para o futuro, continue a leitura e confira se vale a pena investir na previdência privada.

O que encontraremos nesse material:

O que é e como funciona a previdência privada?
Quais são as vantagens da previdência privada?
Quem paga previdência privada precisa pagar INSS?
Como calcular o rendimento da previdência privada?
Como escolher o melhor plano de previdência privada?
Como declarar os planos de previdência no Imposto de Renda?
Outras alternativas de investimento para aposentadoria?
O que você precisa lembrar sobre previdência privada antes de investir

O que é e como funciona a previdência privada?

A Previdência Privada é uma ferramenta interessante para quem está em fase de acumulação de patrimônio, construindo uma reserva de dinheiro para desfrutar de uma aposentadoria tranquila, com qualidade de vida

Ela oferece um complemento de renda a previdência pública e se divide em dois tipos:

  • Previdência Fechada: também conhecida como fundos de pensão, é administrada por empresas e entidades de classe aos seus funcionários ou membros. Se subdivide em:
    • Planos instituídos, pago integralmente pelo investidor;
    • Planos patrocinados,  parcialmente pago pela operadora da previdência.
  • Previdência Aberta: pode ser contratada por qualquer pessoa e é operada por instituições financeiras do mercado. Suas principais modalidades são:
    • VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre)
    • PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre)

Ao contratar um plano de previdência, você define o prazo de investimento (15, 25 ou 30 anos) e a periodicidade das contribuições, se serão aportes mensais ou únicos.

Ao fim do período escolhido, o investidor pode resgatar a aplicação de três formas: saque do valor total, renda mensal ou renda vitalícia. 

Apesar de ter foco no período pós-produtivo, a previdência privada é flexível e também permite resgates antes do prazo.

VGBL ou PGBL?

Os principais tipos de planos abertos são o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) e Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL). A grande diferença entre eles está relacionada à incidência do Imposto de Renda (IR).

Embora conhecido como plano de previdência, o VGBL é um seguro de vida. Nele, o IR é calculado apenas sobre os rendimentos gerados pela aplicação durante o ano. 

Por isso, o VGBL pode trazer benefícios tributários para quem faz a Declaração de Ajuste Anual do Imposto Simplificada.

no PGBL, o IR incide sobre todo o volume investido na aposentadoria privada. Ele oferece vantagens tributárias para quem faz a Declaração Completa do Imposto de Renda, visto que pode ser utilizado para deduzir até 12% da renda tributável.

Quais são as vantagens da previdência privada?

Os planos privados de aposentadoria oferecem diversos benefícios a seus contratantes, como:

  • Flexibilidade de investimento: você escolhe o quanto quer investir, por qual período e como deseja resgatar o saldo;
  • Poupança com rendimentos: ao aplicar em previdência privada, você está poupando para o futuro e, ao mesmo tempo, sendo remunerado por isso;
  • Atende a diferentes perfis de investidor: existem planos para investidores arrojados, moderados e conservadores;
  • Facilidade na transferência de patrimônio em caso de falecimento: caso o contrato permita, o valor pode ser repassado a herdeiros sem precisar entrar em inventário. 

E os riscos?

Como acontece com qualquer aplicação financeira, os investimentos em aposentadoria privada também possuem riscos.

Todo dinheiro aplicado em um plano previdenciário é investido em ativos do mercado. Isso explica porque a previdência pode ser mais ou menos arriscada. 

Os planos que utilizam aplicações com maior potencial de rentabilidade, como os ativos de renda variável, possuem mais riscos quando comparados aqueles que alocam seus recursos em opções menos rentáveis e mais seguras, como a renda fixa.

Por isso, é preciso estar atento ao seu grau de tolerância ao risco e ao prazo de investimento para equilibrar as perdas e ganhos

Como a previdência privada é normalmente utilizada para o longo prazo, os investidores optam por ativos mais arrojados, afinal possuem o fator tempo como um grande aliado.

Outro ponto de atenção diz respeito aos custos com aplicação. Na previdência privada, os mais comuns são as taxas de carregamento e taxa de administração.

Quem paga previdência privada precisa pagar INSS?

A previdência privada pode ser considerada uma “aposentadoria extra” e não substitui a contribuição na previdência social, administrada pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Sendo assim, quem é obrigado a contribuir com o INSS deve manter os pagamentos ao instituto, mesmo contratando um plano complementar.

Como calcular o rendimento da previdência privada?

Para saber os ganhos com o investimento em previdência privada, você precisa ter em mente 4 fatores:

  • A taxa de retorno dos fundos que o seu plano investe;
  • A cobrança de taxas de administração e taxa de carregamento;
  • O regime de tributação, se progressiva ou regressiva
  • Tempo de arrecadação.

De modo geral, quanto mais agressivo for o perfil da aplicação, maior o tempo de investimento, menores os gastos e mais rentável será a previdência privada.

Simulador de Previdência Privada

Os simuladores de desempenho são uma alternativa para aqueles que desejam mensurar a rentabilidade de um plano privado de aposentadoria, antes mesmo de contratar o serviço.

Aqui na MyCAP você pode simular os rendimentos da previdência e se programar para investir no longo prazo, planejar a aposentadoria ou realizar algum projeto. Cabe lembrar que a simulação não representa uma garantia de retorno.

Como escolher o melhor plano de previdência privada?

Para facilitar, confira o que considerar na hora de escolher o plano adequado para você:

  1. Conheça seu perfil de investidor;
  2. Defina seus objetivos em relação a retorno e prazos;
  3. Estude seu orçamento atual e futuro para saber o quanto você pode investir agora e quanto espera receber no resgate;
  4. Avalie as ofertas disponíveis no mercado, seja criterioso e observe todos os detalhes;
  5. Cruze as suas informações com as do mercado e encontre o plano de previdência privada mais adequado para você.

Como declarar os planos de previdência no Imposto de Renda?

Os planos VGBL e PGBL diferem em questão tributária e você precisa se atentar a essa distinção na hora de prestar contas com a Receita Federal.

O valor depositado no plano VGBL deve ser declarado em “Bens e Direitos” código 97 — VGBL. Em seguida, informe os rendimentos segundo o modelo de tributação do IR:

  • Se for pela tabela progressiva, preencha a ficha “Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Jurídica”;
  • Se for pela tabela regressiva, preencha a ficha “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva”.

No caso do PGBL, a declaração do IR é mais simples. Basta se dirigir à seção “Pagamentos Efetuados”, localizar o código 36, “Previdência Complementar”, e preencher os dados solicitados.

Outras alternativas de investimento para aposentadoria?

Além dos planos de previdência privada, existem outros ativos destinados ao longo prazo. As ações, os fundos de investimento, o Tesouro Direto e os títulos de crédito como as Letras de Crédito Imobiliário e Agronegócio (LCI/LCA) e CDBs são alguns exemplos.

Cada um deles tem suas particularidades, taxas de juros, custos e nível de risco. Portanto, é preciso avaliar cuidadosamente todas as modalidades de investimento.

O que você precisa lembrar sobre previdência privada antes de investir

Os planos de previdência são uma ótima opção para você construir uma poupança futura e ainda oferecem condições para transmissão de patrimônio, o que não acontece com as aplicações financeiras tradicionais.

Contrário ao que muitos pensam, os planos e os Fundos de Previdência não são a mesma coisa. Na verdade, eles se complementam, afinal o plano de previdência é um serviço que utiliza os Fundos de Investimentos para rentabilizar os recursos aportados.

Por isso, antes de contratar o plano, avalie o seu perfil de investidor para que a aplicação escolhida seja compatível com as suas necessidades.

Na hora de escolher entre o VGBL ou o PGBL considere o tipo de Declaração do Imposto de Renda que utiliza e tenha vantagens tributárias com isso.

Quer saber mais sobre investimentos? Aqui na MyCAP, você tem acesso a conteúdos exclusivos sobre o mercado e investe seu dinheiro com segurança. 

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