O cenário brasileiro de estagflação
O cenário brasileiro de estagflacao

O cenário brasileiro de estagflação

Você já ouviu falar em estagflação? Esse é um termo que reascendeu durante a pandemia e tem ficado cada vez mais próximo da realidade do brasileiro, infelizmente com viés negativo. Mas, você sabe o que ele significa? Sabe quais são as motivações e consequências desse cenário econômico?

Neste artigo falaremos sobre estagflação e como ela impacta no nosso dia a dia. Boa leitura.

Apesar desse termo ter ganhado notoriedade durante a pandemia, agora ele está sendo reforçado com os efeitos da guerra entre a Rússia e a Ucrânia. Mas, antes de aprofundarmos esse ponto, primeiro precisamos entender o conceito de estagflação.

Basicamente é quando os preços gerais estão pressionados, com perspectivas futuras de novos aumentos e uma economia estacionada, gerando uma estagnação no PIB (Produto Interno Bruto) – o conjunto de bens e serviços produzidos pelo país.

Vale ressaltar que essa inflação pode ser gerada por motivos diversos, que vão desde a escassez de um recurso – e, consequentemente, a necessidade de um maior fluxo e importações, depreciando o Real – à elevação do preço de commodities.

Ou seja, é possível que tenhamos uma inflação ocasionada por pilares específicos e individuais, mesmo que o desemprego esteja alto e a economia não esteja de vento em popa.

Estagflação à vista

Já deu para perceber que fatores como a falta de expectativa de crescimento econômico aliada à inflação incorrente de setores específicos da economia (como o de commodities) gera o background perfeito para o cenário de estagflação.

Atualmente, o risco de estagflação ainda está mais acentuado por conta dos aumentos consecutivos que estamos presenciando nos preços dos barris de petróleo, ocasionados por conta de um choque de custos e pelos conflitos. Ou seja: demanda alta, oferta limitada.

Para reforçar ainda mais essa dinâmica econômica, existem alguns outros pontos focais que devem ser levados em consideração, como o aumento gradativo na nossa taxa básica de juros, que tem como objetivo atrair investidores estrangeiros, mas que também gera um congelamento dos gastos privados.

Afinal, a elevação da taxa de juros tem ação direta e negativa no setor de consumo e varejo, assim como no segmento imobiliário, na construção, nos investimentos para expansão de capacidade produtiva, nas companhias muito endividadas, entre outros.

Com essas informações em mente, apontaremos 4 motivos que fizeram com que chegássemos onde estamos e ratificando a expectativa de manutenção desse cenário:

• Commodities em alta em função da retomada econômica mundial e a necessidade de recomposição de estoques, como preço do minério de ferro, dos alimentos e barril de petróleo.

• A depreciação da moeda brasileira frente ao dólar, que ocorre especialmente por conta de riscos fiscais e políticos, que geram incertezas e, como consequência, a elevação do risco-país.

• Os Gargalos nas cadeias de produção global como reflexo direto da pandemia, que encareceram os insumos para produção de bens e serviços. Países com bloqueio de suas fronteiras e portos fechados, causando problemas como a falta de bens intermediários ou finais – como os famosos semicondutores – entre outros.

• O receio de novos apagões pelo país, gerando um aumento de preço na energia, e, consequentemente, afetando as famílias e toda a cadeia produtiva.

Esperamos que o termo esteja mais claro para você. Lembrando que, mesmo em cenários de retração, é possível traçar estratégias de hedge – como títulos de Renda Fixa atrelados ao IPCA – e, até mesmo, aproveitar boas oportunidades que o mercado pode oferecer.

Bons investimentos e até a próxima!

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