A porta de entrada: conheça o Tesouro Direto

A porta de entrada: conheça o Tesouro Direto

Um dos investimentos mais comentados nos últimos anos, quase uma unanimidade nas recomendações de especialistas, o Tesouro Direto permite que você negocie diretamente os mesmos títulos que muitas das vezes fazem parte dos investimentos de fundos nos quais você aplica em seu banco. A diferença é que no Tesouro Direto você não pagará as altas taxas cobradas pelos administradores desses fundos, mesmo sabendo que no Tesouro Direto há cobrança de taxa de custódia, devida para a B3, e uma taxa cobrada pelas corretoras nas quais você deve ter conta para acessar o sistema. É bom lembrar que a MyCAP não cobra esta taxa.

Os títulos disponíveis para negociação permitem que você combine diferentes tipos de rentabilidade, prazos de vencimento e recebimento de pagamentos, adequando suas aplicações aos seus objetivos pessoais e financeiros. Você pode escolher entre títulos prefixados (nos quais a rentabilidade é definida no momento da compra) e pós-fixados (cuja rentabilidade só é conhecida ao final da aplicação, a depender da variação de um indexador, que pode ser uma taxa de juros ou inflação). Os títulos também podem pagar juros periodicamente, em geral a cada seis meses, através dos chamados “cupons”.

O sistema permite que você compre desde frações dos títulos, com mínimo de 0,01 título (ou 1% de um título) e limite máximo de compras de títulos por investidor de R$ 1 milhão por mês. As operações podem ser realizadas a qualquer hora do dia, mas você também pode agendar compras e vendas e reaplicação automática dos valores recebidos através dos cupons. Caso você tenha necessidade de vender seu título antes do vencimento, o Tesouro Nacional realiza recompras diárias, entre 18h e 5h do dia seguinte.

A tributação segue as mesmas alíquotas de outras operações de renda fixa, com percentuais regressivos de acordo com prazos mais alongados. Assim, aplicações com prazo até 180 dias são taxadas em 22,5% sobre o rendimento. Prazos entre 181 dias até 360 dias têm alíquotas de 20%, sendo reduzida para 17,5% para aplicações com prazo de 361 dias até 720 dias e finalmente para 15% para prazos superiores a 720 dias. Há incidência de impostos sobre os rendimentos financeiros auferidos na venda antecipada, no pagamento de cupom de juros e no vencimento dos títulos.

É bom lembrar que há riscos ao se investir em títulos públicos. Primeiro, apesar de quase improvável, deve-se saber que há o risco do Governo Federal não honrar sua dívida, configurando um calote, no que é denominado risco de crédito. Segundo, há o risco de mercado, que decorre das variações dos preços dos títulos, que são afetados principalmente pelas perspectivas da taxa de juros. Neste ponto, você deve se atentar que pode inclusive ter prejuízo. Caso compre um título e tenha que vendê-lo antes do prazo, em certas ocasiões uma elevação dos juros pode resultar em perdas para o investidor.

O Tesouro Direto atende aos diversos perfis de investidores e não somente o conservador, sendo recomendado que você faça uma composição de títulos, com tipos e prazos variados.

Tratar do Tesouro Direto em um único artigo não nos permite aprofundamento sobre tema tão vasto. Portanto, neste texto apresentamos os principais destaques deste programa, mas criamos uma série de postagens para você poder se aprofundar no assunto e se sentir seguro na hora de aplicar seus recursos poupados arduamente.

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