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Tesouro Direto ou Fundo de Investimento: o que vale mais a pena?

O Tesouro Direto e os Fundos de Investimento são alternativas bastante requisitadas no mercado financeiro. Esses ativos são interessantes tanto para quem está iniciando no mundo dos investimentos, quanto para quem deseja diversificar o portfólio.

Mas, afinal, você sabe as diferenças entre eles? Siga com a gente e confira qual dessas aplicações de Renda Fixa é a mais vantajosa para o seu perfil de investidor.

Para começar, confira como abordaremos esse assunto:

Tesouro Direto ou Fundo de Investimento? Relembre cada um dos tipos de aplicação
Simulador de investimento: quanto rende 1000 reais no Tesouro Direto?
O que é melhor: Tesouro Direto ou Fundo de Investimento?
Como começar seus investimentos em Tesouro Direto ou Fundos?
Por que Tesouro Direto ou Fundos de Investimentos são aplicações melhores que a poupança?
Reserva de Emergência: devo escolher Tesouro Direto ou Fundo de Emergência?
O que você precisa lembrar sobre Tesouro Direto e Fundo de Investimento?

Continue a leitura e saiba mais sobre o Tesouro Direto e os Fundos de Investimento.

Tesouro Direto ou Fundo de Investimento? Relembre cada um dos tipos de aplicação

O Tesouro Direto e os Fundos de Investimento são categorias de ativos que atendem a todos os perfis de investidores. A seguir, relembre as principais características de cada um deles:

Tesouro Direto e seus tipos

O Tesouro Direto é um programa criado pela Secretaria do Tesouro Nacional, em conjunto com a Bolsa brasileira, a B3, para que investidores comuns tivessem fácil acesso aos títulos públicos do país.

Dessa forma, quem compra estes títulos de Renda Fixa ajuda a financiar o Governo Federal e ainda é remunerado com taxas fixas de juros. Os principais tipos de Tesouro Direto são:

Tesouro Selic

O Tesouro Selic é um título com desempenho pós-fixado atrelado à taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic. 

Em geral, esse título público possui baixa volatilidade e alta liquidez, ideal para investidores iniciantes ou com objetivos de curto prazo, como a construção de uma reserva de emergência.

Tesouro Prefixado 

O Tesouro Prefixado é aquele cuja taxa de retorno é definida no momento da aplicação e não acompanha nenhum índice de referência.

Por exemplo, um Tesouro Prefixado com taxa de 12,85% com vencimento em 01/01/2029. Independentemente do cenário econômico, essa será a sua rentabilidade na data de encerramento do título.

Esses títulos do Tesouro costumam ser mais sensíveis à marcação a mercado e, mesmo que tenham liquidez diária, o resgate antecipado pode resultar em prejuízos financeiros.

Tesouro IPCA

O Tesouro IPCA é um título com rentabilidade vinculada às oscilações da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, com acréscimo de juros prefixados. 

Por exemplo, IPCA + 5%. Neste caso, se a inflação acumulada no ano for de 10,06%, esse ativo renderá cerca de 15,06% ao ano.

Normalmente, o Tesouro IPCA é utilizado por investidores com objetivos de médio a longo prazo, que buscam aumentar e proteger o patrimônio da inflação.

Tesouro IPCA + Juros Semestrais

O Tesouro IPCA+ Juros Semestrais possui a mesma forma de remuneração do Tesouro IPCA. A diferença entre eles está no fluxo de pagamento de juros, que no Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais acontece a cada 6 meses e não apenas no vencimento.

Fundos de Investimento

Os Fundos de Investimento são um tipo de aplicação coletiva na qual um grupo de pessoas  investe simultaneamente por intermédio de uma gestora.

Eles são classificados conforme a composição da sua carteira de ativos, que pode ser formada por Ações, Índices, Títulos Públicos e de Crédito Privado.

No caso dos Fundos de Renda Fixa, os valores são distribuídos em papéis, como títulos do Tesouro Nacional, Letras de Crédito do Agronegócio e Imobiliários, Letras de Câmbio, CDBs, entre outros.

Mas atenção: ainda que a carteira desses Fundos seja constituída por ativos de Renda Fixa, o cotista recebe rendimentos conforme o desempenho das aplicações, sem falar dos custos envolvidos.  

Simulador de investimento: quanto rende 1000 reais no Tesouro Direto?

Como você pode conferir, os Títulos Públicos se diferenciam conforme o tipo de remuneração e prazo de vencimento. Para saber quanto cada um deles rende, você pode utilizar a calculadora do Tesouro Direta e simular os resultados.

Para facilitar, veja quanto renderia mil reais aplicados em diferentes títulos do Tesouro:

Título do Tesouro DiretoValor bruto de resgate (R$)Rentabilidade bruta (a.a.)Custos (R$)Valor do Imposto de Renda (R$)Valor líquido do resgate (R$)Rentabilidade líquida (a.a.)
Tesouro Selic 20251.263,929,190,0039,581.224,347,89
Tesouro Prefixado 20251.350,1212,775,8052,511.291,0910,77
Tesouro IPCA+ 20261.472,609,8610,1370,891.389,918,32

Fonte: esses dados foram extraídos da página do Tesouro Direto em 01/07/2022 e não representam uma garantia de rentabilidade.

E em Fundo de Investimento?

Diferentemente dos Títulos de Renda Fixa, como o Tesouro Direto, os Fundos de Investimentos não possuem uma taxa de remuneração fixa. 

A rentabilidade desses ativos depende do desempenho dos produtos que compõem o seu portfólio, assim como dos custos com taxas de administração, de performance e Imposto de Renda.

Desta maneira, a previsibilidade de retorno é menor, especialmente no caso dos Fundos mais arrojados.

O que é melhor: Tesouro Direto ou Fundo de Investimento?

Antes de responder a essa pergunta, confira alguns pontos importantes sobre esses ativos:

Tesouro DiretoFundo de Investimento
Títulos de dívida pública assegurados pelo Tesouro Nacional e taxa de retornoCategoria de investimento coletivo sem nenhuma proteção ou garantia de rentabilidade.
Menor variedade de opções de investimento.Maior variedade de ativos, seja na Renda Fixa ou Renda Variável.
Baixo risco de crédito do emissor, porém alguns títulos são mais sensíveis à marcação a mercado.O nível de exposição ao risco está ligado aos ativos que compõem a carteira do fundo.
Os títulos possuem liquidez diária, independentemente do prazo de vencimento, desde que a venda seja solicitada até às 13h.Cada fundo de investimento possui um prazo de cotização e de liquidação específicos.
Sujeito a cobrança de taxa de custódia do Tesouro Direto de 0,20% ao ano, além do IR e de demais custos da corretora de valores utilizada.Sujeito a cobrança de taxa de administração e de performance, assim como do come-cotas e outros custos operacionais.

Agora que você já tem todas essas informações, avalie qual destas aplicações financeiras estão mais alinhadas a sua propensão ao risco e objetivos de investimento

Lembre-se que cada produto tem a sua particularidade, por isso avalie e opte pelo que melhor atender às suas expectativas e necessidades. 

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Como começar seus investimentos em Tesouro Direto ou Fundos?

O primeiro passo para começar a investir no Tesouro Direto ou em Fundos é ter uma conta ativa em uma corretora de valores. 

Feito isso, avalie os Fundos e Títulos disponíveis e verifique se eles estão adequados ao seu perfil de risco. 

Em seguida, transfira o dinheiro reservado para investir nesses ativos e, após a confirmação da ordem de compra, monitore os seus investimentos.

Por que Tesouro Direto ou Fundos de Investimentos são aplicações melhores que a poupança?

A poupança é a escolha favorita dos brasileiros. Segundo a pesquisa feita pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA), a caderneta é utilizada por 29% dos investidores, mesmo apresentando rendimentos abaixo da inflação.

Em cenários de juros altos, em que a Taxa Selic está acima de 8,5% ao ano, a poupança tem rentabilidade fixa de 0,5% ao mês, o equivalente a 6% ao ano. 

Quando comparada a outros investimentos de Renda Fixa, como o Tesouro Direto ou um Fundo DI, a diferença de retorno é perceptível. Veja:

Fonte: imagem extraída da página do Tesouro Direto em 01/07/2022 e não representa uma garantia de rentabilidade.

Portanto, ainda que a caderneta de poupança seja isenta de Imposto de Renda, os títulos do Tesouro Direto e os Fundos de Investimento podem render mais juros ao investidor.

Reserva de Emergência: devo escolher Tesouro Direto ou Fundo de Emergência?

A reserva de emergência nada mais é que um recurso destinado a situações inesperadas do dia a dia. Por isso, ela deve ser aplicada em ativos com baixa exposição ao risco, que possibilitem o resgate imediato do valor aplicado.

Neste caso, o Tesouro Selic pode ser uma opção interessante. Esse título público é considerado o investimento mais seguro do país. Além de ter alta liquidez, ele é livre de taxa de custódia até R$10 mil.

Outra alternativa são os Fundos de Renda Fixa Referenciados DI, ou apenas, Fundos DI. Esses ativos também contam com liquidez diária e a sua carteira de investimento é concentrada em Títulos Públicos.

Sendo assim, tanto o Tesouro Selic quanto os Fundos DI são opções seguras para investir os recursos destinados às reservas de emergência.

O que você precisa lembrar sobre Tesouro Direto e Fundo de Investimento?

Tanto os Títulos do Tesouro Direto quanto os Fundos de Investimento são ótimas opções para diversificar a carteira e conquistar melhores resultados. 

Em geral, as pessoas com perfil conservador tendem mais à Renda Fixa e optam pelo Tesouro Direto. Já investidores com perfil de moderado a arrojado podem considerar os Fundos de Investimento mais atrativos.

Por isso, antes de investir, avalie cada um deles e fique com aquele que atende as suas expectativas, objetivos e perfil de risco. 

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