Guia completo 2022: tudo o que você precisa saber sobre a Renda Variável
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Guia completo 2022: tudo o que você precisa saber sobre a Renda Variável

Investir na Bolsa de Valores já foi uma realidade distante para os brasileiros.  O acesso à Renda Variável mudou quando a taxa básica de juros, a Selic, atingiu mínimas históricas.

Desde então, os investidores passaram a diversificar sua carteira de investimentos em busca de retornos mais atrativos. 

Se você ainda não conhece essa classe de ativos, continue a leitura e saiba os detalhes dos investimentos em Renda Variável.

Para começar, confira como abordaremos o assunto:

O que é a Renda Variável?
Quais são as vantagens em investir em Renda Variável?
E quais são os riscos da Renda Variável?
Qual a diferença entre Renda Fixa e Renda Variável?
Quais são os tipos de Renda Variável?
Como começar a investir na Renda Variável?
Como declarar Renda Variável no Imposto de Renda?
Swing Trade ou Day Trade: qual a diferença entre essas estratégias da Renda Variável?
Quais são as melhores aplicações da Renda Variável?
O que você precisa lembrar sobre a Renda Variável

Siga com a gente por este Guia Completo sobre a Renda Variável e veja como a investir parte do seu patrimônio em ativos que elevem as suas chances de ganho financeiro. 

O que é a Renda Variável?

A Renda Variável é uma modalidade de investimento com maior exposição ao risco e elevado potencial de ganhos financeiros. Por isso, ela é ideal para os investidores dispostos a ousar mais na expectativa de conquistar melhores resultados.

Em geral, os ativos da renda variável são negociados na Bolsa de Valores Brasileira, a B3. No entanto, alguns deles podem ser acessados fora desse ambiente de negociação, como é o caso dos Fundos de Investimento.

Os rendimentos dessa categoria de investimento são sensíveis às variações de mercado, como taxa de juros, inflação, câmbio e o desempenho das empresas ou segmentos ao qual tem lastros. 

Sendo assim, o mercado de Renda Variável é considerado volátil, especialmente quando é comparado à Renda Fixa.

Os investimentos em Renda Variável podem ser baseados em:

  • Análise Fundamentalista: que considera o cenário econômico e a saúde financeira das empresas, visando encontrar as melhores oportunidades do mercado;
  • Análise Técnica: que avalia os movimentos do mercado para identificar os melhores momentos para entrada e saída das posições. 

Mas atenção: contrário ao que muitos investidores pensam, a Renda Variável não se limita a negociação de compra e venda de ações. 

As aplicações em Criptoativos, Contratos Futuros de Dólar, BDRs, entre outros produtos financeiros, fazem parte dessa categoria de ativos. 

Continue a leitura e mais adiante conheça os principais investimentos da Renda Variável.

Quais são as vantagens em investir em Renda Variável?

Investir em Renda Variável é uma das excelentes alternativas para diversificar o patrimônio e aumentar as chances de ganho de capital. Esses ativos têm alto potencial de valorização, compensando assim o nível de exposição ao risco. 

Além da grande variedade de ativos disponíveis na Renda Variável, outra vantagem é que alguns deles podem pagar rendimentos “extras”, como os Dividendos e os Juros Sobre o Capital Próprio.

Através dessa categoria de investimentos, o investidor também tem acesso ao mercado internacional sem ter que enviar recursos para fora do país. 

 E quais são os riscos da Renda Variável?

Basicamente, os investimentos em Renda Variável estão sujeitos aos seguintes riscos:

  • Risco de Mercado, responsável pelas oscilações de preço dos ativos, com base nas condições do mercado.
  • Risco de Liquidez, quando há dificuldade em resgatar os valores investidos em ativos de Renda Variável pelo preço justo.

Isso explica porque os recursos destinados à reserva de emergência não devem ser aplicados em ativos de alto risco como a renda variável. 

Quais são as diferenças entre Renda Fixa e Variável?

Essa dúvida está entre as perguntas frequentes de vários investidores. Se você também quer saber mais sobre as principais diferenças entre a Renda Fixa e Renda Variável, confira o quadro comparativo que elaboramos para você.

Renda FixaRenda Variável
Os ativos possuem maior previsibilidade de retorno.Os rendimentos oscilam conforme as variações do mercado.
Alguns ativos contam com a garantia do Fundo Garantidor de Créditos – FGC.Não há garantia, mas os investidores são assistidos pelo Mecanismo de Ressarcimento de Prejuízos – MRP.
Você empresta dinheiro para a instituição emissora do título.Você se torna um dos sócios das companhias de capital aberto, ainda que minoritário.
Ideal para investidores com perfil conservador.Recomendada para aqueles com perfil moderado ou arrojado.
Pode ser utilizada para o curto, médio e longo prazo.Ideal para objetivos de longo prazo, ainda que existam estratégias de curto prazo. 

Quais são os tipos de Renda Variável?

Agora que você já sabe o que é a Renda Variável e como ela funciona, que tal conhecer melhor os principais ativos dessa modalidade de investimentos? Confira!

Ações

As ações são a menor parcela do capital social de uma companhia de capital aberto. Elas são emitidas para captar recursos e financiar projetos que contribuam com o crescimento da empresa.

Elas representam os ativos mais conhecidos da Bolsa de Valores e podem ser Ordinárias (ON) ou Preferenciais (PN).

BDRs

BDR é a sigla para o termo em inglês Brazilian Depositary Receipts. Na prática, eles são certificados de valores mobiliários emitidos no Brasil lastreados em ações no Exterior. 

Através dos BDRs, o investidor brasileiro investe, ainda que indiretamente, em ações das maiores empresas globais, como Apple, Disney, Netflix, sem ter que sair do país.

Fundos de Ações

Os Fundos de Ações são fundos de investimento que, conforme a regulamentação, devem aplicar, no mínimo, 67%, do seu patrimônio em ações ou em ativos relacionados. 

Assim como as ações, esse tipo de Fundo de Investimento é tributado em apenas 15% sobre o ganho de capital e não incidência de come-cotas nos últimos dias úteis dos meses de maio e novembro.

Fundos Imobiliários

Os Fundos Imobiliários (FIIs) são instrumentos financeiros que investem seus recursos no mercado imobiliário. 

Eles podem ser destinados aos setores de logística, shopping centers, agências bancárias, entre outros. Da mesma forma que existem os FIIs que aplicam em ativos imobiliários, como as LCIs e os CRIs, conhecidos como Fundos de Papel.

O lucro conquistado com a venda de suas cotas é tributado em 20%, enquanto os proventos recebidos são isentos de Imposto de Renda para o investidor Pessoa Física.

Fundos de Índices (ETFs)

Os Fundos de Índices ou Exchange Traded Funds (ETFs), em inglês, são ativos financeiros que replicam a carteira teórica de um determinado Índice de Referência, como o Ibovespa, S&P500, entre outros.

Eles também são negociados na Bolsa Brasileira e permitem que os investidores tenham uma carteira de ações diversificada utilizando um único instrumento. Os ETFs também possibilitam o investimento em Criptoativos de maneira regulamentada.

Derivativos

Os Derivativos são instrumentos financeiros que, como o próprio nome sugere, derivam de outro ativo, como Ações, moedas, índices e até mesmo de commodities, como o boi, açúcar, soja, entre outros. 

Entre os Derivativos estão os Contratos Futuros, as operações de Swaps e as Opções de compra e de venda. Esses ativos podem ser utilizados para desenvolver estratégias de proteção (hedge) nas operações em Renda Variável.

Como começar a investir na Renda Variável?

Se você já se sente seguro para começar a investir na Renda Variável, chegou a hora de colocar em prática todo o conhecimento adquirido.

Para facilitar, preparamos 5 passos fundamentais nesse processo:

1) Identifique o seu perfil de investidor

O perfil de investidor é baseado em informações como idade, objetivos, horizonte de aplicação e nível de tolerância ao risco. A identificação correta do perfil contribui para que o investidor tenha decisões de investimento mais assertivas.

O levantamento dos dados é feito pelas corretoras através de um questionário, chamando Suitability. Trata-se de uma exigência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA).

2) Amplie seus conhecimentos

O mercado financeiro é dinâmico e exige constante aprendizado, especialmente quando se deseja investir em Renda Variável. 

Portanto, amplie os seus conhecimentos e mantenha-se sempre atualizado. Opte pelas páginas de órgãos reguladores como a CVM, ANBIMA, B3 ou canais de comunicação seguros, como o Blog da MyCAP, para se informar. 

3) Escolha uma corretora

No processo de escolha da corretora de valores que utilizará para fazer as suas operações, avalie as plataformas de negociação disponibilizadas, os custos operacionais e o serviço de atendimento ao cliente oferecido.

Lembre-se de avaliar o histórico da instituição no mercado e conferir se ela é devidamente autorizada a negociar ativos de Renda Variável na B3. Fique atento e não caia em ciladas que prometam facilidades não regulamentadas pelo mercado financeiro.

4) Diversifique a sua carteira de investimentos 

A diversificação é regra de ouro no mundo dos investimentos. Antes de fazer suas aplicações, analise as oportunidades disponíveis no mercado e preze por uma carteira composta por diferentes tipos de ativos financeiros. 

Essa estratégia mitiga os riscos dos seus investimentos e contribui com melhores resultados, minimizando as chances de perder dinheiro.

5) Não se esqueça da tributação e outras taxas

Ao investir, contabilize os custos, como Imposto de Renda, Taxa de Corretagem, Taxa de Administração, Taxa de Custódia, entre outros. Esses custos, quando não analisados, podem comprometer o lucro.

Você já conferiu nosso texto sobre “Como declarar os investimentos no Imposto de Renda 2022”.

Como declarar Renda Variável no Imposto de Renda?

As operações realizadas em Bolsas de Valores estão entre os critérios de obrigatoriedade estabelecidos pela Receita Federal para a Declaração Anual de Imposto de Renda.

Independentemente do valor, as negociações realizadas no mercado de ações devem ser comunicadas ao Fisco. 

A Declaração funciona como prestação de contas com o Governo. Logo, você pode utilizá-la para compensar os prejuízos acumulados em alguns tipos de negociações, como o Day Trade ou Swing Trade, e reduzir assim a sua carga tributária.

Quer saber mais? Então você pode se interessar por mais três artigos da MyCAP:

Swing Trade ou Day Trade: qual a diferença entre essas estratégias da Renda Variável?

O Swing Trade e o Day Trade são as estratégias mais conhecidas e utilizadas na Renda Variável. Elas podem ser realizadas individualmente ou de maneira complementar, tendo em vista que buscam capturar diferentes movimentos do mercado.

A seguir, veja as principais diferenças entre essas operações:

Day TradeSwing Trade
Operações realizadas durante o dia, ou seja, no curtíssimo prazo.As posições podem demorar dias, semanas ou meses para serem encerradas.
O ganho de capital é tributado em 20%, independentemente do valor.O lucro é isento de IR quando as negociações não ultrapassam R$20 mil no mês. Acima deste montante, o ganho é tributado em 15%.
Destinada a investidores mais experientes.Interessante para quem está ingressando no mercado de ações.
Maior exposição ao risco.Menor exposição ao risco.

Quais são as melhores aplicações da Renda Variável?

Seja na Renda Fixa ou na Renda variável, as melhores aplicações financeiras são aquelas que atendem os seus objetivos e horizontes financeiros, além de estarem alinhadas ao seu perfil de risco

Na prática, a Renda Variável, muitas vezes, é utilizada como uma modalidade de investimento complementar à Renda Fixa. Seus diferentes tipos de ativos compõem uma carteira diversificada que contribui na segurança e rendimento das suas aplicações financeiras.

O que você precisa lembrar sobre a Renda Variável

Agora que você conhece a Renda Variável, que tal relembrar as principais informações sobre ela? 

Confira 5 itens que você não pode esquecer sobre essa categoria de ativos:

  1.  A Renda Variável possui elevado potencial de retorno, mas não oferece garantia de rentabilidade;
  2. As Ações, os BDRs, os ETFs, os Derivativos e alguns Fundos de Investimento estão entre os seus principais instrumentos;
  3. O ganho de capital nessa modalidade de investimento pode ser isento ou tributado em diferentes alíquotas do Imposto de Renda;
  4. Identificar o seu perfil de risco corretamente e prezar por uma carteira diversificada pode resultar em maiores ganhos financeiros.
  5. Lembre-se que os investimentos em Renda Variável possuem mais risco. Portanto, não aplique os recursos destinados a sua reserva de emergência nessa classe de ativos.

Gostou deste material e quer saber mais sobre opções de investimento? Então, acompanhe no blog da MyCAP e tenha acesso a conteúdos sobre economia e educação financeira.

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